Comissão da Câmara dos EUA aprova impeachment de Trump

A Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta sexta-feira, 13, por 23 votos a 17, as duas acusações redigidas contra o presidente Donald Trump – uma de obstrução de Justiça e a outra de abuso de poder.

Agora, os dois artigos do impeachment serão levados para votação em plenário, o que deve ocorrer na semana que vem.

Os democratas acusam o republicano de ter pressionado o governo da Ucrânia, usando a ajuda militar americana, para obter uma investigação sobre o democrata Joe Biden, seu principal rival para a eleição de 2020.

Posteriormente, Trump teria tentado esconder as irregularidades e impedir as investigações.

No fim da noite de quinta-feira, durante uma audiência de várias horas do Comitê Judicial da Câmara dos Deputados, o presidente da comissão, Jerry Nadler, adiou uma votação prevista sobre as duas acusações do impeachment, alegando que desejava dar tempo aos membros do comitê para refletir sobre as provas apresentadas contra Trump.

– Divisão política –

A decisão de adiar a votação para esta sexta-feira às 10h00 (12h em Brasília) foi tomada após 14 horas de um debate exibido ao vivo, que serviu para demonstrar a profunda divisão política do país.

Os republicanos do Comitê de Justiça da Câmara denunciaram o processo, que consideram um ataque ilegítimo contra o presidente e seus partidários, enquanto os democratas rejeitaram os esforços de seus oponentes para anular os artigos do julgamento político que desejam abrir contra Trump.

– Sessão marcada por confrontos –

Na quarta-feira, os congressistas realizaram um debate acalorado, durante o qual Jerry Nadler pediu aos republicanos que “não justificassem um comportamento que sabem que está errado”.

Os legisladores deveriam se concentrar na quinta nos detalhes do procedimento para modificar os artigos do julgamento político, mas a sessão foi marcada por muitos confrontos.

Nadler repreendeu os republicanos que afirmaram que os democratas estão obcecados em derrubar o presidente e tentar “subverter” a capacidade do Congresso de controlar o Poder Executivo.

“Queremos um ditador, sem importar o quão popular, independente de quão bons ou ruins são os resultados de suas políticas?”, questionou ele. “Nenhum presidente deve ser um ditador nos Estados Unidos”.

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